Pensamentos e Reflexões

Malafaia, Feliciano, Perdão e a Igreja

Desde que voltei de Belo Horizonte estou com esse texto no coração, e precisava escrevê-lo.

Meus amigos sabem o quanto essa situação envolvendo pastores e o movimento LGBT me incomoda, bem como a postura de ambos os lados. E fato é que eu, uma pessoa que não consegue ficar em cima do muro, me posicionei e falei duramente contra esses dois pastores envolvidos: Malafaia e Feliciano.

Queria que meus amigos que não são cristãos soubessem que existe outro evangelho, senti vergonha e desejava limpar a barra dos evangélicos, talvez eu quisesse mesmo era limpar a minha barra.

Meu coração se endureceu contra eles, por todas as lembranças que tenho, porque eu vi alguém que amo muito sofrer quando se descobriu homossexual, porque eu penso que o fardo de ser diferente já é pesado demais, porque no fundo meu desejo é abraçá-los e dizer que Deus os ama, e que nos braços do Pai não há exclusão!

Não meu amado, não sou simpatizante da causa. Só acredito, de verdade, que a igreja perdeu uma grande oportunidade de derramar o amor, nos nivelamos por baixo, e ajudamos a estender a lona do circo.

Enfim, mas não é sobre minha miserável opinião que quero falar!

Quero contar o que Deus me disse a respeito da minha posição contraria aos pastores Malafaia e Feliciano.

No culto de abertura do congresso em BH, após Cindy Jacobs ministrar tivemos um momento de oração, e comecei a orar pela igreja, pela unidade do corpo. Quando ouvi uma voz doce: “Malafaia e Feliciano também são a minha igreja!”

Irmãos amados! Confesso que me assustei, não achei que Deus estivesse realmente me dizendo aquilo. Ele repetiu: “Malafaia e Feliciano também são a minha igreja!”

Entendi que Ele queria o meu arrependimento. E eu chorei, me arrependi de ter me posicionado contra a igreja, que não é minha, ela tem um DONO zeloso, que pagou um ALTO preço por ela!

Pedi perdão ao Senhor, e quero fazer isso usando o meio que usei tantas vezes para me posicionar contra esses dois pastores. Quero pedir perdão também aos amados, com os quais debati defendendo minhas opiniões! Perdão!!!

As minhas opiniões mudaram? Passei a concordar com o que eles dizem? Passei a entender a forma agressiva de falar? Não. Eu ainda levanto a bandeira amor e da tolerância. Mas a minha postura diante da situação mudou, não vou defender o que penso em palavras, mas de joelhos, diante DAQUELE que nos amou, todos nós, sem distinção.

Termino esse texto encorajando aos valentes amigos que tenho, que assim como eu, tem tentado nadar contra a correnteza que pede uma consciência manipulável. Deus conta conosco, mas nossa luta não é contra a carne, nem sangue. E a igreja tem um DONO que TUDO vê!

Vê quem somos, e se importa com as nossas opiniões e com aquilo que pensamos. Ele não falou comigo apenas porque se importa com a UNIDADE da igreja, mas também porque não deseja que meus pensamentos e ideais me conduzam ao caminho do idealismo sem fé, para o caminho que me afasta da SUA soberania e de SEU poderio sobre tudo e todos.

Seu amor é infinito, e é infinito com o Malafaia, com o Feliciano, com qualquer pecador, o amor do Pai é infinito inclusive comigo, a mais miserável deles!


Dançando Com Deus

Os últimos meses passaram como um vento forte, não foram raras as vezes em que me senti tragada por uma avalanche, me senti tão cansada que a única coisa que eu queria era uma calçada para me abandonar.

Na medida que meu trabalho secular vai sugando a minha vida, a angustia só cresce dentro do meu coração. O sentimento de que os melhores anos da minha vida estão sendo gastos com o que não importa me confronta, o desejo de viver e morrer por algo maior do que eu me consome vorazmente, o medo de não deixar nada para as próximas gerações, de não mudar nada, de que o sistema tenha me engolido me assusta. Tenho medo. Medo de olhar para trás e me envergonhar, medo de não deixar um legado, medo de não ter motivos para dizer: “Combati o bom combate.”

Eu pareço uma rocha, mas no fundo, ainda sou uma menina sensível que alimenta o sonho quase infantil de mudar o mundo!

A gratidão nunca se afasta do meu coração, mas a angustia também não. Minha alma errante sempre está inquieta, cheia de inadequação, cheia de perguntas, dúvidas, incertezas e com um único sonho: mudar o mundo!

Quem poderia me compreender? Acho tudo isso tão louco que não ouso dividir. Vejo as pessoas tão diferentes de mim que não consigo falar sobre tudo o que vai no meu coração. Não acredito que meus sentimentos sejam compreensíveis uma vez que nem eu os compreendo.

Quem pode compreender uma pessoa que tem tudo, que é feliz, mas que carrega no olhar a saudade de algo que nunca viveu? Que sonha em participar de uma revolução, que deseja pintar o rosto e sair para a luta, quem compreenderia alguém que sente inveja daqueles que morreram por algo maior? É louco demais.

Mas existe alguém que entende o meu coração, além disso, Ele vê meu coração, Ele me vê, como sou, assim disforme, confusa, aflita, angustiada, errante. E ainda assim, dessa forma, Ele me ama. Parece lugar comum dizer isso, mas pra quem se vê como eu me vejo, saber disso é LIBERTADOR.

Esse é o pano de fundo de uma das experiências mais doces que tive com o REI. Recentemente, em um momento NOSSO, sim, porque meu culto, já há algum tempo, é um encontro NOSSO. Tenho praticado esse desprendimento da realidade, e na maioria das vezes, nem percebo o que acontece do lado de fora, e tenho experimentado momentos maravilhosos na PRESENÇA do Rei.

No meio desse emaranhado de sentimentos, desejos e incertezas, Ele veio até mim, eu estava sentada, Ele então gentilmente me tirou pra dançar. E nós dançamos ao som de uma música do céu, com a leveza que apenas o Espírito Santo é capaz de produzir.

Eu que sempre fiz uma pergunta para Deus: “Porque eu sinto tudo isso? Porque eu?”, e que Ele nunca respondeu, fiquei emocionada quando Ele respondeu a pergunta que nunca fiz:

“Eu Sou. Eu Sou o seu pastor, Sou o seu amigo fiel, Sou seu marido, Sou sua mãe amorosa, Sou seu Pai que não te abandona, Sou seu sonho de mudança, Sou sua revolução desejada, Sou sua resposta para este mundo, Sou seu abrigo, Sou sua rocha, Sou seu braço forte, Sou sua alegria, Sou seu filho que não chegou. Eu Sou e Eu te basto.”

O amor de Cristo não só me constrange, me assombra. Nem sei quanto tempo levei para assimilar o que Ele havia me falado, aquele instante foi tão precioso, que eu não queria me mover, eu não queria perder aquele momento.

Você percebe que minhas dúvidas não causam separação entre nós? Que não há nada em mim que O impeça de se achegar e se aproximar? Ele nos atrai porque nos deseja, Ele nos conduz ao lugar de encontro porque nos ama. Eu ainda não sei porque me sinto assim, porque sonho e desejo dessa forma, mas quem ELE é faz todo o resto perder o papel de destaque, quem Ele é reordena todas as coisas.

E é interessante que quanto mais o tempo passa e na medida que o esclarecimento sobre fé e vida cristã se fortalecem dentro de mim, compreendo mais claramente o quão singular é o relacionamento que Deus tem estabelecido comigo. E é assombroso demais Ele desejar esse relacionamento.

Ele me ama a despeito de QUALQUER situação, e me compreende. Ele é TUDO o que eu preciso e anseio, nEle consistem TODAS as coisas, nEle consistem TODAS as respostas!

Confesso que pensei: “Deus está me deixando ir!”. Mas Ele não deixa nunca, Ele espera o momento exato e vem docemente me encontrar. Não sei porque ainda me surpreendo, talvez porque tenha medo de perder o assombro diante da graça que Ele sempre derrama sobre mim.

As dúvidas, as dores, as feridas, as incertezas, nossa luta diária não podem roubar de nós o romantismo, e o assombro diante do amor do Pai. Não deixe que as suas circunstâncias te endureçam, mas permita que as suas circunstâncias te quebrem e te conduzam ao lugar de encontro com o NOIVO.

Deixe que Ele te conduza pelo salão ao som de uma música do céu, uma música só sua e DELE. Deixe que o beijo de Deus alcance sua face, feche os olhos quando isso acontecer, Ele também fecha os olhos quando nos beija!

“Maravilhada, extasiada eu fico ao ouvir Seu nome: Jesus!”


O Beijo De Deus

Que cor tem um beijo? Qual é seu formato? Que aparência tem? Quantos quilos pesa? O beijo é sólido, líquido ou gasoso? Tem quantos centímetros de comprimento? Qual é o grau de transparência do beijo? Qual é sua temperatura? Se bater um vento forte, carrega o beijo para longe? É inflamável? Desbota com o tempo? O beijo anda, nada ou voa? Flutua na água? Beijo enferruja? Pode-se esconder em algum lugar sem que estrague? É portátil? É duro ou mole? Derrete no calor? Mofa? Beijo cresce se regar? Muda como uma borboleta? É comestível?

Afinal… como é um beijo? Por favor, descreva-o para mim.

Difícil, não é? Desista, você não vai conseguir. E isso porque o beijo é algo que não tem como ser descrito. Não há como se fazer um retrato falado de um beijo. Nem como se guardar numa caixa. Como se carregar no bolso. É impossível encher uma caixa de beijos. Colher um em uma árvore. Pôr em cima da mesa e ficar observando cada detalhe dele. Simplesmente porque beijo é algo que não existe.

Como assim, não existe?

Claro, pois se o que existe é aquilo que podemos pegar, cheirar, medir, descrever, apalpar, enxergar… o beijo não existe.

Só que… a humanidade ama o beijo. Venera o beijo. Se há algo de que absolutamente todo mundo se lembra é como foi o primeiro beijo, de tão marcante. Filhos pedem beijo de seus pais. Pais ficam tristes se os filhos saem de casa sem dar beijo. Casais enamorados, se deixar, passarão horas imersos em beijos. Nada faz mais falta para quem ama sem ser correspondido do que o beijo do ser amado.

E beijo tem significado, também. Beijo nos lábios significa amor exclusivo. Beijo no rosto é amizade. Beijo na testa é carinho. Beijo na mão é galanteio. Beijo nos pés é humildade. Beijo no espelho é vaidade. Beijo na foto é saudade. Beijo em troféu é vitória. Beijo no chão é amor à pátria. E por aí vai.

Logo, é claro que beijo existe! Mas… ao mesmo tempo, não existe… Que nó nos neurônios, meu Deus…

Tudo bem, vamos tentar um pouco mais. Vamos visualizar uma situação em que ocorra um beijo. O beijo é algo formado pelo toque de lábios em alguma coisa. Segundo o dicionário, beijo é: “Toque de lábios, pressionando ou fazendo leve sucção”. Então não existe o beijo. Existem lábios tocando algo. Mas lábios por si só não são um beijo. Se eu arrancasse meus lábios e os pusesse na palma da mão você diria que estou “segurando um beijo”? Não, não diria. Se alguém estica os lábios na posição tradicional mas não faz barulhinho aquilo é um biquinho, não é beijo. Então dizer que beijo pode ser descrito como lábios por si só é algo errado. Aí chega uma pessoa e fala que beijo sáo lábios tocando lábios. Mas então respiração boca-a-boca é beijo? Não, não é. Então beijo são lábios tocando a pele. Só que tirar uma farpa do dedo com a boca não é beijo.

É, desisto. Beijo não existe.

Mas se eu me lembro de um beijo que dei hoje de manhã! Se me lembro do primeiro beijo que dei na vida! Se me lembro do primeiro beijo que dei na minha filha na sala de parto! Se me entristeço pelos beijos que nunca mais darei naquela pessoa querida que partiu! Sim, beijo existe! Claro que existe! Mas aí chega alguém que afirma só acreditar que algo existe se puder tocar, cheirar, ver, provar cientificamente. E eu diria, então, a ela: prove-me que o beijo existe. Esse cético jamais conseguiria. Pois ele me mostraria fotos, desenhos e imagens de uma boca encostando em qualquer outra coisa. Mas aquilo continuaria sendo uma boca. Portanto, eu diria a esse cético ou viciado em provas científicas: “Desculpe-me, mas, pelos seus critérios… beijo não existe. O que estou vendo é uma boca e não um objeto chamado beijo“.

Com Deus é igual.

Eu não vejo Deus. Não o toco. Não sei seu formato. Não conheço sua textura. Não vislumbro sua aparência. Não tenho como segurá-lo em minhas mãos. Não tenho nenhuma expectativa de ter um encontro visível, concreto, sensorial com o Senhor até o dia de minha morte. Mas, ah, que experiência extraordinária é quando Deus se faz presente! Como é impossível estar na presença do Criador do universo sem ser afetado de alguma forma! Como é possível estar com Ele e não ser tocado por Ele? Muitos dizem que Ele não existe porque não pode ser cientificamente, cartesianamente, pragmaticamente visto, tocado, segurado, distinguido. Se me pedirem para mostrar uma foto dele eu não terei como fazer. Exatamente como um beijo.

Quando acontece um beijo entre você e a pessoa amada, qual é a sensação? É fantástico, não? Pois eu te digo a sensação fantástica que é quando Deus acontece em nossa vida. Não, não tenho como provar cientificamente que Ele existe. Mas jamais vou me esquecer da primeira vez que o Senhor me tocou. É só eu sei a falta que Ele me faz. O tanto que mudou minha vida. O que sinto quando faço algo que sei que o entristece. A alegria que me invade quando me perdoa. O gozo que me inunda quando o busco. As línguas que falo quando me enche. A esperança que brota quando leio Sua Palavra. O calor de seu abraço. O conforto que vem de nossas conversas. O tudo que Deus é, faz, transforma e significa.

Se digo a qualquer ateu que o beijo não existe e ele se rirá de mim. Mas se qualquer ateu disser a mim que Deus não existe eu me rirei dele – pelas exatas mesmas razões.

Sabe, no final das contas, lendo a Bíblia, me ocorre que existe uma maneira bem concreta de se provar que beijo existe. E, se qualquer cético me pedir uma prova palpável disso, eu terei como dar a ele. Bastará eu me lembrar que Deus amou o mundo de tal maneira que o beijou com um beijo de amor ágape que pôde ser visto, tocado, segurado, abraçado, esbofeteado, açoitado, crucificado. Um beijo que sangrou. Que foi furado. Um beijo que teve as feridas nas mãos e no lado tocadas por um incrédulo. Um beijo cheio de significado, que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade – e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Um beijo a todos vocês que estão em Cristo!

Fonte: Maurício Zágari


A Espiritualidade Que Desejo

Apesar de tudo, insisto. A despeito de mim mesmo, teimo. Insisto e teimo por querer a eternidade. Alguém plantou transcendência em minha alma.  Mesmo diante do pavor de confundir esperança com alucinação, não consigo dissimular minha obstinação pelo que está além de mim.

Preciso tornar-me peregrino que se descalça diante do Sagrado. Deixar que o Mistério me deixe atônito. Desfazer-me de panos velhos para não remendar-me com os andrajos de uma religiosidade rota. Trocar odres antigos pelo vinho novo do Espírito.

Quero uma espiritualidade que enfrente a verdade de existir com tudo o que a vida trouxer de bom ou de ruim.  Desejo viajar até as fronteiras do universo não como fuga, mas como sede da grande Utopia – a mesma que move os Santos. Quero soprar o pavio fumegante da minha voz profética para ser farol, mesmo em um vilarejo distante.

Anseio por uma espiritualidade que esgote a soberba de minha onipotência e permita que a mesma bruma que empurra a caravela empine a bandeira do meu combate. Preciso repensar a coragem para que a minha força venha da fragilidade.

Almejo uma espiritualidade suave: delicada como a mão da criança, indefesa como o olhar do cordeiro e despretensiosa como o fluir do ribeiro. Necessito esvaziar-me do desejo de brilhar – que a oração mais pura fique escondida no quarto onde durmo. Ainda hei de encarar o apelo do poder como maldição. Qualquer glória só a Deus pertence – invejá-la é diabólico.

Anelo por uma espiritualidade que não se encaramuja. Que abre mão de palavras piedosas como disfarce e procura a magia de viver na encarnação, fazendo do corpo o lenho que transforma água amarga em doce.

Suspiro por uma espiritualidade sem fronteiras. Quero rasgar mapas para chamar o Próximo de meu irmão. Exorcizar o medo de perder a reputação. Abrir espaço para que o excluído se sinta acolhido. Sonho entender como o grão de trigo morre sem murmurar – por saber que carrega o futuro em suas entranhas.

Aspiro por uma espiritualidade que ame igualmente o belo e o disforme, o funcional e o deficiente; o lépido e o claudicante. E alimente a alma com as cores do cotidiano: azul, preto, rubro, amarelo, cinza, branco.

Ambiciono navegar. Já que viver nunca é preciso, abrir mão de atracar em qualquer Porto Seguro.  Sem âncoras, continuar a singrar o futuro como um oceano de possibilidades.

Fonte: Ricardo Gondim


Relevar É Preciso

Eu relevo, tu relevas, ele releva, nós convivemos.

Relevar é uma arte democrática e popular, que todo mundo pode e consegue exercer, se quiser fazer. Sim, porque é preciso uma grande dose de boa vontade.

Relevar é um dos grandes segredos dos casamentos que duram décadas, de amizades que perduram, da nossa permanência em empresas ou igrejas, de relacionamentos entre pais e filhos, primos e primas, irmãos e irmãs. Mas até mesmo nas nossas relações menos íntimas, relevar também é preciso.

O mau humor do porteiro do prédio, o pisão no pé que você levou no metrô, aquele amigo bafudo, uma trombada na rua. Relevar é preciso. Humilhação, omissão, ignorância, maledicência, covardia, maldade alheia, fofoca. Relevar e perdoar é preciso.

É preciso relevar o papo repetitivo das vovós, é preciso relevar a falta de paciência dos vovôs, é preciso relevar a TPM feminina, e o mau humor depois que o time perde. Relevar é preciso.

A palavra dita na hora errada, a palavra dita de forma errada, o domínio do controle remoto, a folga do amigo espaçoso. Pés no seu sofá, relevar é preciso.

Sim, é preciso relevar as opiniões divergentes, as diferenças, as texturas e tonalidades. É preciso relevar a religiosidade, a falta de entendimento, é preciso. A imaturidade, a infantilidade, a agressividade gratuita. Relevar é preciso.

É preciso relevar a dificuldade em atravessar a ponte, virar a página e esquecer. É preciso relevar e perdoar. Relevar muitas vezes é o processo de perdão antecipado, é perdão dado sem a prévia conversa, é o perdão sem burocracia. Nós relevamos e esquecemos, relevamos e deixamos para trás.

Em alguns casos, a convivência não é possível, mas será que é necessário levar tudo a ferro e fogo? Será que você precisa tirar satisfação por tudo? Será que você precisa entender tudo? Será que as pessoas precisam justificar tudo? Será mesmo que é preciso cobrar explicações? Será que você tem que ser agradado em tudo? Será que tudo precisa terminar em discussão? Não podemos conciliar mais, ouvir mais, ceder mais, entender mais, colocar os sapatos e caminhar a milha do outro?

Levei muito tempo para compreender como é precioso e importante relevar. Entendi que relevar não me faz menor nem melhor, que posso semear justiça quando relevo, e assim perdi grandes oportunidades de semear o amor e a pacificação. Mas fato é que essa semente de amor e tolerância não estavam dentro de mim, portanto, não podia oferecer o que não havia no meu coração. Mas certamente alguns semearam na minha vida e relevaram meus impulsos, minhas reações intempestivas, e não foram poucas vezes! Todos temos nossos momentos.

O fato é que aqueles que amamos, nós relevamos por amor, e aqueles que são levianos conosco nós relevamos por misericórdia, porque não deve ser fácil ser quem eles são. Todos nós temos nossos tropeços. Ninguém é o que é de graça, para o bem ou para o mal. Muitas vezes somos o fruto de uma estrada que machuca e fere, que deforma. Muitas vezes somos o fruto de uma cura milagrosa que Cristo realizou na nossa alma e no nosso caráter. Muitas vezes somos os dois, andando juntos.

É possível relevar e ser sincero, é possível relevar e conversar, é possível relevar abusos e ainda sim impor limites, é possível estabelecer regras que alinhem nossos relacionamentos, é possível relevar e confrontar. O amor de Cristo nos capacita. É possível relevar com amor de Cristo, sem superioridade ou inferioridade, sem soberba espiritual, tão pouco vestindo o avental de vítima.

Relevar é também amar e como diria o profeta: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, ou adaptando: “É preciso relevar as falhas nossas de cada dia como se não houvesse amanhã”.

Seja como Jesus, nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, no dia a dia. Releve, seja elegante, seja maduro, seja sensível ao outro, se for para constranger, constranja pelo amor, pela educação, pela capacidade de olhar no olho, pela capacidade de amar.


Miserável Homem Que Sou

Qual é o momento mais importante da nossa caminhada de fé? Para uns, é o instante da conversão. Para outros, é o dia do batismo. Há também os que consideram o momento mais importante a hora da morte, quando finalmente darão o glorioso passo de entrada na casa do Pai. Cada pessoa elege aquele ponto da trajetória com o Senhor que mais marcou sua vida. Tenho também o meu. Claro que sei que todos esses momentos são fundamentais e memoráveis, mas entendo que a conversão e a morte, por exemplo, são os momentos mais importantes de nossa vida. Mas em se tratando da caminhada de fé, ou seja, do bom combate, da nossa trajetória de vida com Jesus, há um dia em que tudo muda e, por isso, o tenho guardado num lugar especial do coração. É quando cai a ficha e você, como Paulo, exclama: “Miserável homem que sou!”.

Naturalmente, na hora da conversão existe uma dose dessa percepção. É quando, pela ação do Espírito Santo, nos enxergamos como condenados ao inferno e dissociados de Deus e, assim, somos rendidos ao Evangelho da graça. Mas há uma diferença entre se perceber um pecador perdido e se perceber um cristão miserável. Pois muitos são convertidos a Cristo, ganham a cidadania do Reino dos Céus, são adotados como filhos de Deus e, a partir daí, deveriam passar a viver de acordo com a natureza de Jesus, sendo mansos e humildes. Mas a realidade nos mostra que muitos e muitos são os que começam a se considerar quase super-heróis. Mais que vencedores. Vitoriosos. Filhos do Rei. Tanques blindados. Bombas atômicas a serviço dos céus, prontos para arrebentar com os ímpios e com os “menos espirituais”. Vestem uma capa de grandeza e passam a considerar o resto da humanidade parte de um segundo escalão de pessoas. É como se manifesta um pecado muito comum a nós, cristãos: a soberba espiritual.

Já vi muitos assim. Arrogantes. Impiedosos. Cujo maior prazer é apontar o cisco no olho do outro. E confesso: eu mesmo já fui assim. Pois não entendia que todo homem de Deus é, antes de tudo, também um homem. Humano. E, como tal, cheio de falhas, crenças equivocadas, arrogância, vaidade e montes e montes e montes de defeitos. Se você é um cristão sincero, olhará para dentro de si e verá o quão problemático e falho é. Mas eu me via como “o eleito”, “o escolhido”. Algo à parte dos demais, tão espiritualmente certo em tudo e muito superior aos cristãos “menos santos”. Falava dos que cometiam pecados (diferentes dos meus, pois eu também sempre pecava) como fracos, frios, fariseus, lobos em pele de ovelha, crentes em quem não se pode confiar. Eu era o tal. Eles eram o joio. Que tremendo bobo eu era, só rindo de mim.

Miseravel2Porque um dia a realidade despencou na minha cabeça como uma bigorna. E foi quando as escamas caíram de meus olhos e enxerguei que, mesmo sendo cristão há muitos anos, continuava sendo um miserável. Que não era melhor do que ninguém. Que meus dons, talentos, ministérios, qualidades, santidade e tudo o mais que havia em mim não era mérito meu, mas do Pai das luzes. Ele me concedeu como empréstimo, não sou dono de nada e posso perdê-los a qualquer hora. Por outro lado, o pecado que cometo é sim mérito (ou demérito) meu. Ou seja: no dia em que você, como cristão, vê claramente que tudo o que tem de bom vem de Deus e o que tem de mau vem de si… aí exclama: “Miserável homem que eu sou!”.

Passei a amar muito mais o apóstolo Paulo quando compreendi como nunca antes o que ele diz em Romanos 7.14ss: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado”.

Prestou muita atenção ao que leu agora? Paulo – o grande apóstolo Paulo, o homem que foi arrebatado e viu o Céu ainda em vida – vivenciou esse magnífico momento: como cristão, mesmo já com anos de convertido, enxergou o que tantos e tantos em nossas igrejas ainda nãos viram: que nós…

1. Somos carnais
2. Somos vendidos à escravidão do pecado
3. Agimos de modo incompreensível aos nossos próprios olhos
4. Fazemos o que detestamos e não o que preferiríamos
5. Somos habitação do pecado (que percepção assustadora, pois sabemos que também somos habitação do Espírito Santo)
6. Somos fantoches do pecado, que nos leva a agir contrariando o que cremos e o que queremos viver
7. Temos membros obedientes a uma lei que guerreia contra a lei da nossa mente
8. Somos prisioneiros da lei do pecado que está em nossos membros
9. Mesmo salvos, somos miseráveis – pois vivemos dominados pelo pecado

Em outras palavras, mesmo cristãos nós somos miseráveis, pois vivemos o tempo todo sob a sombra de nossa própria pecaminosidade. O dicionário revela o que “miserável” significa: desprezível, torpe, vil, insignificante, reles, ínfimo, desgraçado, infeliz, mísero. Uau. Que soco na boca do estômago de nossa soberba espiritual.

A percepção dessa realidade é extremamente humilhante, nos põe em nosso devido lugar e nos conduz a um ambiente espiritual de profunda submissão a Deus e desapego de nós mesmos. Paulo teve essa percepção: mesmo sendo cristão era um miservável pecador. Alguém que o Senhor precisava permitir ser afligido por um mensageiro de Satanás esbofeteador para que não se exaltasse pela grandeza das revelações que recebeu. Um mero humano, como eu e você.

Miseravel3Honestamente? Quanto mais leio as epístolas paulinas, mais admiro Paulo. E mais me apiedo dos crentes que se apresentam como anjos de santidade. Pois não chegaram ainda ao sublime ponto de admitir que são miseráveis. Vejo muitos que são assim. E isso gera em mim um sentimento misto de pena com tristeza, confesso. Creio ser muito mais digno, bíblico e honesto reconhecer com a boca no megafone: sou cristão, salvo somente pela graça imerecida de Deus, mas ao mesmo tempo carrego o corpo dessa morte amarrado nas costas – o que faz de mim um miserável pecador. Que depende única e exclusivamente da misericórdia do Senhor para continuar respirando, quanto mais entrar no Céu. Pois sei o mal que há em mim e como meu lado sombrio é feio, disforme e animalesco. Como você se enxerga, meu irmão, minha irmã? Você se orgulha da sua santidade ou se abate pela sua natureza humana pecadora?

Chega a ser muito entristecedor ver os “crentes sem mácula” metendo dedos na cara “dos que pecam”, sendo que carregam na alma lodo do pior tipo. Isso é um dos pecados mais falados e criticados por Jesus: a hipocrisia. Já vivi nesse mundo, sei de perto o que é. E reconheço esse meu pecado com temor diante do PaiMiseravel4: pequei por me achar menos pecador do que os demais pecadores. Miserável homem que sou. Ah, que bendito dia em que o Espírito Santo me fez reproduzir essas palavras do apóstolo Paulo! Dia em que enxerguei que não é porque aceitei Jesus que virei um ser angelical, mas que continuo sendo um pecador compulsivo e incorrigivel, totalmente dependente da graça. A diferença é que, sabendo da miserabilidade que existe em mim, consigo chegar com humildade aos pés do Senhor, banhá-los em lágrimas e enxugá-los com meus cabelos. No passado, o crentão que eu era ficaria de pé, nariz levantado, peito estufado, ao lado do Rei dos Reis, e diria: “E aí, Paizão, tamos numa boa, né? Sou teu eleito, meu chapa, gente boa igual a mim não há. E vamos lá mandar esses crentes carnais pro inferno, julguemos juntos, eu e o Senhor, os meus irmãos, pois estou a fim de ver sangue!”.

Sim, aquele foi o dia mais importante. Pois na conversão eu fui salvo, mas me sentia o tal por isso. No batismo saí das águas me achando o puro, o imaculado. Mas no dia em que caí em mim, vi que mesmo salvo continuo pecando sem parar, caí de joelhos, tremi e murmurei: miserável… homem… que… sou…

Gosto de pensar que após a morte irei para o Céu. Não por mim, que não valho nada, mas pela Cruz. Só pela Cruz. Pela graça. Pelo amor. Pelo perdão. Por Jesus. E, ao chegar lá, pode ser que eu ouça “bem-vindo, servo bom e fiel”. Mas acredito muito mais que vou ouvir: “Bem-vindo, miserável pecador. Você não tem mérito algum, mas por causa do sacrifício de meu Filho eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!”.

Paulo estava certo: somos miseráveis. Eu, você, todos os cristãos. E bendito seja o Senhor, que pela graça um dia nos chamou para sua maravilhosa luz e tempos depois iluminou a nossa realidade de cristãos pecadores. Não é o seu caso? Então clame a Deus, na esperança de que Ele te mostre o quão miserável você é. Acredite: é uma das maiores bênçãos para a alma que você poderá receber ao longo de toda a sua vida.

Fonte: Apenas (Maurício Zágari)


É Apenas Sexta-Feira

O que fazer quando parece que a sua vida parou no tempo? O que fazer quando parece que nada mais vai acontecer, quando parece que o propósito maior não existe? Ao contrário, era só uma ilusão do seu coração.

O que fazer quando o filho não vem? Quando o casamento não acontece? Quando o sonho morre? Quando sua casa recebe a visita da morte? O que fazer quando parece que tudo o que você viveu foi em vão? O que fazer quando a sua fé não é mais suficiente? E essa mesma abalada fé não sustém mais nenhum pilar no seu coração? Tudo o que sobrou foram os questionamentos: Porque? Para que? Porque eu? Porque não eu?

O que fazer quando a sua loucura é só sua? Quando a solidão é só sua? Quando a dor é só sua? Quando o medo é só seu? O que fazer quando ser você é o propulsor de toda a dor que você sente? O que sobra quando sua “característica especial” é o que te coloca nesse lugar de dor?

O que fazer diante do caos que se estabeleceu na sua alma? O que fazer quando não existe razão para falar? Quando não existe o que falar? Quando não existe para quem falar? O que fazer, quando não há nada que se possa fazer? O que fazer quando a frase “Vai valer a pena” não te diz mais nada?

O que se pode fazer quando sua realidade grita na sua cara: “VOCÊ É UMA FRAUDE!” O que fazer quando o que você “faz” determina o valor de quem você “é”?

O que fazer quando as ondas já não deixam mais você respirar? O que fazer quando a única frase completa que você consegue dizer é: “QUANDO ISSO VAI ACABAR?” Desistir, insistir?

Quando não resta mais nada, tudo o que podemos fazer é esperar. Esperar que as ondas se acalmem, que o vento cesse, que a sexta-feira acabe. Uma coisa é certa, ainda que hoje eu não consiga crer no domingo da ressurreição, ele é real. Não é a minha fé que dá a luz e que gera o amanhecer do domingo. O domingo simplesmente existe e nada nunca vai poder mudar essa realidade.

É uma sexta-feira de morte, mas o domingo vem aí.

“É sexta-feira! Jesus está orando, Pedro dorme, Judas está traindo,
Pilatos reluta, o Sinédrio conspira, a multidão escarnece!
Os discípulos fogem como ovelhas
sem pastor, Maria está chorando, Pedro está negando e o
s romanos ferem meu Jesus!

É sexta-feira! Jesus caminha até o calvário, seu sangue escorre!
Seu corpo tropeça! Seu espírito está oprimido! Mas você entende?
É só sexta-feira!
A vitória é do mundo! As pessoas sempre pecam! E o mal sorri!

É sexta-feira! Soldados pregam as mãos do meu Salvador na cruz!
Eles pregam seus pés naquela cruz! Então eles o suspendem ao lado de criminosos!

É sexta-feira! Os discípulos se perguntam o que aconteceu com o seu rei?
Os fariseus estão celebrando, pois seu esquema funcionou! Mas eles não sabem; é apenas sexta-feira!

É sexta-feira! Ele está pendurado na cruz, sentindo-se abandonado por seu Pai!
Deixado sozinho e morrendo! Poderá alguém salvá-lo?
É sexta-feira! A terra treme,
o céu escurece, meu rei entrega seu espírito! É sexta-feira! A esperança foi perdida!
A morte venceu! O pecado triunfou! Satanás dá gargalhadas!

É sexta-feira! Jesus está morto! Soldados montam guarda! Uma pedra é colocada no lugar!
Mas é sexta-feira! É apenas sexta-feira!
E o domingo está chegando!”


Quando O Hoje Não É Suficiente

Ei…quanto tempo que não escrevo aqui. Mesmo não escrevendo porque estou vivendo um momento mais silencioso, tenho visitado e sido ministrada através do que escrevi aqui neste último ano. Os textos e comentários de quem percorre o mesmo caminho que eu tem enchido meu coração de esperança sobre um futuro frutífero.

Já fazem dois anos que Deus me disse: “Sai-te da tua terra para a terra que eu te mostrarei.” E até parece que foi ontem! Cara, nesses últimos meses como tenho sentido saudade.

Os sentimentos de inutilidade no Reino, de incapacidade, de falta de propósito gritam dentro de mim. É desesperador!!!

Eu sou uma colaboradora em alguns ministérios, e o sou com a alegria e convicção de quem recebeu uma missão! Na verdade, eu nunca estive parada. Mas sinto falta sabe? Sinto falta de caminhar com pessoas, sinto falta de tocar gente, sinto falta de segurar no outro lado da sacola, de ser uma mão, uma voz, um abraço, um sorriso ou um silêncio. Sinto falta de ouvir. Sinto falta da sensação de me gastar por algo maior que eu, maior que qualquer coisa que eu possa produzir!

E eu tenho medo. Tenho medo de que no futuro, eu olhe para trás e todos os meus sonhos tenham se perdido na caminhada. Tenho medo de não ser útil, de ser apenas uma parte da burocracia do sistema. Eu tenho medo de me acomodar, de deixar de sentir meu coração pulsar, tenho medo de perder o foco, de perder o olhar de Jesus.

Eu sei que não existem trabalhos menores na grande engrenagem que expande o Reino. Racionalmente eu sei. Mas no meu peito, arde uma chama que incendeia meu coração! E é difícil demais esperar quando olho para o quadro da minha vida e a única coisa que vejo é um borrão ainda informe.

Eu não quero gastar a minha vida com o que é material, com trabalho, com diversões, com aquilo que passa. E você pode até pensar que só é um desejo, e não é! Isso me consome, todos os dias, todos os dias! É por esse desejo que meu coração dispara! Mas muitas vezes me pergunto: Será arrogância querer acreditar de que existe algo maior para ser feito? Eu sou tão criança ainda, tão pequena.

Me sinto sozinha em meio aos meus questionamentos, e me pergunto se minha insatisfação é mesmo fruto do meu inconformismo ou não passa de uma ingratidão barata se fantasiando de nobreza. E me pergunto também, o que eu faço com essa sensação de que está tudo incompleto, de que está tudo errado, de que poderia ter feito mais?

Ontem enquanto seguíamos para a igreja, eu observava o sol se ponto, e o Espírito Santo ministrou meu coração sobre minha ansiedade, sobre minha insistência em olhar o futuro ao invés de viver o HOJE, absorver o que está me sendo oferecido HOJE, fazer o meu melhor HOJE, servir HOJE como se fosse minha última oportunidade, sem pensar no amanhã.

O Espírito Santo foi tão doce que me sinto constrangida. Sabe quando sua voz se torna quase um sussurro? Eu estava tão sensível, e eu soube que Ele sabia como eu me sentia.

Não posso dizer que estou cheia de coragem e ousadia, porque não estou. Mas estou rendida, resignada. E é assim que desejo estar, buscando o contentamento em esperar! Buscando o contentamento em entregar meu sonho quase infantil de mudar o mundo, de alcançar os marginalizados, de ter minha casa cheia de crianças retiradas das ruas.

Eu sei que Ele está me preparando, e ainda que não seja para cumprir os desejos do meu coração aqui na Terra, sei que Ele me prepara para cumprir o desejo do Seu coração na eternidade!

Termino com a canção que tem embalado meu coração, no fundo eu sei que é isso que ELE quer de mim. Ser meu TUDO. O meu HOJE não me basta, mas NELE eu sou completa, NELE meu hoje é mais que abundante, NELE estão todas as coisas. E essa é a minha oração HOJE e SEMPRE.

“O Reino NUNCA será mais importante que o REI!”

“Rendered speechless by Your beauty
Lord, I’m blown away
With everything that’s in my heart
A million words could never say all there is to say

You’re more than just a song
You’re more than just a whim
You’re more than just a passing fantasy
You’re my Everyday
You’re my Every Way
You’re my Everything

If I could see forever
In just one moment I would say
These todays are worth tomorrow
When I will see You face to face

I want to be with You
I need to be with You
I long to be with You, precious King
So with every day, Lord, in every way
You’re my Everything

You’re my Everything

You’re my Everyday
You’re my Every Way
You’re my Everything”


ConLidec 2012


Morte E Frutificação

Há mais de dois anos, Deus me disse para sair da liderança de um grupo de adolescentes. Eu me apeguei àqueles meninos como se fossem meus filhos. Não entendi quando Deus me disse que meu tempo ali naquele lugar havia acabado, mas não podia resistir à Sua voz. Bom, isso era o que eu pensava!

Enquanto estivemos liderando aquele grupo, meu esposo e eu, fomos extremamente presentes, íamos até em reunião escolar se preciso, apresentações, feiras de arte, semana de ciência e afins.

Foi um período doloroso ter que deixá-los. Eu amava aquele grupo, nós fluíamos juntos, e apesar das dificuldades que enfrentávamos, não havia motivo algum para que desejasse sair. A paz no meu coração foi o meu árbitro, Deus falou comigo de diversas formas para que eu compreendesse que era chegado um novo tempo! Isso era o que afirmava o meu enganoso coração.

Haviam dez que moravam próximos a mim, e me agarrei ao meu lugar de conforto através deles. Apesar de nunca ter dito isso com os meus lábios, eu ouvi e me calei TODAS as vezes diante da mentira de que eles precisavam do meu suporte, eles precisavam de mim. Essa mentira se tornou uma verdade no meu coração e de uma forma muito “legítima” coloquei em prática o meu “plano B”! Não premeditadamente, eu apenas me deixei levar pelos meus sentimentos. Foi o suficiente!

As emoções, apesar de legitimas, não podem ser maiores que a nossa confiança em Deus! @HTannure

Durante esse tempo algumas situações foram nos afastando de alguns, e percebi que Deus estava trabalhando, até que uma situação foi revelada, e me senti profundamente ferida.

Depois disso me tranquei em um quarto escuro. Tranquei as portas do meu coração e sofri sem aceitar consolo. Estava como Noemi, sem identidade, e o que me restara era apenas amargura. Houve uma ruptura entre eu e Deus, eu sequer conseguia orar. Responsabilizei a DEUS, e questionei: – Porque Ele não me protegeu? Como Ele pode me desamparar? Eu estava AMANDO, e me DOANDO em nome desse amor!

Fui bombardeada em meus sentimentos e pensamentos. Não conseguia chorar, não conseguia orar, não conseguia falar sobre isso durante meses. Me senti uma fraude, sem frutos, pior que isso, uma árvore de frutos podres. O que eu poderia oferecer? Se Ele pedisse para ver o que eu trazia em minhas mãos, o que eu Lhe ofereceria? O que havia restado? O que era mentira, o que era verdade? Onde eu havia me perdido?

Ah, nossa velha mania de tentar merecer o AMOR do Abba! Auto-comiseração e justiça própria! Impostor e vítima se uniram dentro de mim causando confusão e criando um emaranhado de sentimentos e pensamentos. Completamente fora do percurso original, do plano de Deus, me senti, com base nos meus sentimentos, no direito de questionar o amor de Deus! Não é uma loucura? Nosso coração nos engana em um estalar de dedos!

Basta estar FORA do propósito de Deus para que as mais NOBRES e SINCERAS motivações se tornem: LIXO!

Eu não sei em qual momento, eu pedi que Deus arrancasse de mim toda vitimização. No dia seguinte, Helena postou uma resposta para todos os meus questionamentos sobre frutificação – Goiabas Sem Bicho – e enquanto eu lia, ouvia a voz do Espírito Santo me dizendo docemente: Eles não são seus frutos! O fruto que espero recolher de você é o seu caráter, quem você é quando ninguém te olha, o que você faz e ninguém sabe, é o teu coração segundo o MEU coração que eu desejo receber.

Foi o suficiente para me desmontar, e me arrancar daquele quarto onde havia me trancado meses atrás. Para minha limitada percepção estava tudo ótimo! Mas para Ele não, Ele não se cansa!

Poucos dias depois, estava no metrô, quando o Espírito Santo me trouxe a memória aquelas situações em que alguém, tentando me elogiar, me dizia: – Ainda bem que esses meninos têm vocês! E vi um filme, ouvi diversas pessoas dizendo de diversas maneiras a mesma coisa: Aqueles adolescentes precisavam de mim! Eu não podia deixá-los caminhar sozinhos!

Foi então que Ele me confrontou duramente, lançando luz nas minhas trevas: - Não são eles que precisam de você, eles precisam de MIM, EU sou MAIS que suficiente, é você quem precisa ser importante pra eles. Te agrada ser requisitada, alimenta seu ego ser importante pra eles! UAU!

Tenho pensado desde então, o que aconteceria se os líderes deixassem de ser requisitados? Se os pastores deixassem de ser procurados? Se os ministros não fossem mais honrados? Será que essa geração de bebês espirituais é o nosso lugar de conforto? Nossa garantia de que sempre seremos necessários? Se nós fossemos esquecidos completamente? Quando nossos rostos não forem lembrados, nos contentaríamos em não sermos alguém? Quando a nossa voz não for mais ouvida? Quando não houver mais encorajamento, nem respostas?

É confortável falarmos dos Apóstolos do nosso século, e das megalomanias presentes nos nossos altares. Mas e nossas pequenas pretensões, nossas pequenas ambições? Da boca pra fora nosso discurso é o mesmo, mas nosso papo blasé fica só na teoria. A verdade é aquela que não admitimos. É sutil demais, ardiloso demais, demoníaco demais. E como eu preciso mais de Jesus, de me desfazer do meu orgulho e da minha soberba espiritual, e mergulhar na graça de ser apenas uma leprosa sedenta por cura! O que mais me entristeceu foi descobrir que eu estava tão longe DELE, mesmo achando que estava perto!

O propósito da nossa criação não é vivermos ensimesmados, centrados em nós mesmos! O propósito da nossa criação é sermos a morada de Deus, é sermos apenas UMA VOZ que ANUNCIA a chegada do REINO de Deus. Quando o meu “EU” governa minha vida, eu deixo de ter Cristo como centro e razão para ser egocêntrico, errando o alvo, saindo do propósito de Deus e vivendo em pecado.

“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por Ele e para Ele. E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele. E Ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude NELE habitasse,” (Colossenses 1:16-19)

Não foi fácil escrever sobre essa experiência, mas não posso ter pudores, eu preciso me arrepender, me esvaziar e reconhecer a SOBERANIA de Deus! Prostrada, rendida diante do REI, desejar sinceramente e ardentemente, que eu desapareça para que ELE encontre espaço em mim para crescer. Quando ELE me mostra quem eu sou, eu sei que diminuir não é o bastante, eu preciso experimentar a morte, mas que essa morte não me seja uma opção ou uma escolha, que seja meu único caminho, meu destino final, minha oferta agradável ao ÚNICO que é DIGNO!

Eu preciso me deixar vencer pela natureza do Mestre, para que habite em mim o mesmo sentimento que habitou em Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus, antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo.

Não posso afirmar que estou inteira novamente, escolher viver um plano paralelo cria em nós muitas feridas. Apenas a obediência absoluta guarda o nosso coração, essa é a nossa verdadeira segurança: OBEDECER! Mas eu sei que meu coração está nas mãos DAQUELE que pode me curar, e hoje, eu me submeto ao Seu querer! Isso basta!

“Pai, há quanto tempo estás
A conhecer o que acontece dentro de mim
Vai toda essa vida, vai
E nada fiz daquilo que Te prometi
Disse uma vez que louvaria sim
Em prazer ou mesmo em dias maus
E o que me fez chorar foi perceber, Senhor
Que o meu murmurar foi mais que o meu louvor.

Pai misericórdia tens
Mesmo sabendo o crente que sou
Me concedes tantos bens
Tomas-me e faz-me diferente ser
Agora junto a Ti quero me refazer…

Pai, o que é melhor Tu dás
E mesmo assim tão ansioso eu sei que estou
Vai toda essa vida vai
Pedi, pedi e nada dei a Ti, Senhor
Lembro de uma vez que tanto murmurei
Porque me vi sem honras e valor
Mas ao cair em pranto, eu me lembrei da cruz
Foi lá que meu Jesus me deu real valor.”


Excelência

Depois que cheguei de Brasília precisei procurar o significado da palavra Excelência e descobri que além de significar superioridade de qualidade e especialidade, também é sinônimo de primazia. PRIMAZIA!

Participei pela primeira vez da Conferência de Mulheres Transformação Extrema, e não poderia deixar de escrever aqui sobre o que mais me impactou ali.

A excelência no servir, mais do que apenas a excelência pelo fazer e oferecer o melhor, entendi enfim que a verdadeira excelência envolve a alegria em servir o melhor, da melhor forma, envolve o amor dedicado aos detalhes, o comprometimento, a disponibilidade total.

Cheguei a comentar que pensei que sabia o que era excelência. Não sabia. Era uma ignorante! Não é a perfeição que gera a excelência, é o amor. Um amor comprometido, entregue, disponível! E apenas em Jesus alcançamos este amor, que nós mesmos não podemos produzir!

É lindo ver nos olhos daqueles homens e mulheres que nos receberam ali a alegria genuína que apenas um coração servil pode ter! Desde a chegada ao hotel, o carinho da Comunidade da Fé, a delicadeza com os presentes de boas vindas! Uma lindeza! E ainda que eu use todo meu pobre vocabulario, não faria justiça ao carinho e honra que recebi ali.

Espiritualmente nos sentamos em uma mesa farta, nos deliciamos, dançamos e celebramos na presença latente do REI! A sensação que eu tinha era que Deus estava se movendo entre nós mesmo nos bastidores, e enquanto aguardávamos pelo inicio do culto.

Não dá para dizer tudo o que aconteceu ali, as experiências, e o quanto fui impactada pelas palavras ministradas pelas Pastoras e pelo Pastor Fadi Faraj, as ministrações do ministério de louvor da igreja, Ministério Ipiranga, e SalPraise. O que aconteceu ali só a eternidade vai dizer!

Gratidão! Pela infinita bondade de Deus em não me negar Sua doce presença! Gratidão por ELE me lembrar que eu não sou nada, e que ELE  é tudo que preciso! Só ELE é! Meu Rei, meu amor, meu Pai! Dono do meu coração, alvo da minha paixão, minha busca desesperada, o Amado da minha alma, meu desejado, meu tesouro, meu bem maior!

“Quero me entregar, eu quero me humilhar diante dos Teus pés
Quero me derramar, eu quero Te ofertar o que em mim há de melhor

Não quero mais viver pra mim, quero que haja mais de Ti
Eu quero agradar Teu coração com a minha adoração

Vem me sondar com Teu poder
Com Tua luz me fazer ver quem realmente sou
O quanto eu preciso de ti Senhor!

Eu sou teu vaso e Tu és o Oleiro,
Me rendo e me deixo moldar
Apenas um vaso nas mãos do Oleiro

Eu desço, me rendo, me entrego, usa-me Senhor
Eu desço, me rendo, me entrego, molda-me Senhor!

Como um vaso em tuas mãos quero ser segundo o Teu coração!”


Carta Aos Solteiros

Há bastante tempo tenho o desejo de escrever sobre esse assunto, e especialmente hoje, trazer a memória minha história e compartilhar com outros minhas experiências tem um sabor de esperança para dias tão tristes como os últimos.

O que me motiva hoje é conhecer tantas pessoas que sofrem por amores não correspondidos, relacionamentos equivocados, sentimentos doentes que têm gerado apenas frustrações e decepções. A dor é assunto recorrente nesse blog né? Nessas horas entendo porque o nome dele é Tua Graça Me Basta.

Em 2013 minha história com o Joel completa 10 anos. Parece que foi ontem! Hoje percebo que a falta de confiança em Deus aliada a ausência de paciência me levaram a fazer escolhas equivocadas, motivações erradas enchiam meu coração e eu só poderia escolher mal arcando com as duras consequências das minhas escolhas.

Nosso coração é enganoso e constantemente temos nossos sentimentos influenciados pelo nosso inimigo. Não quer dizer que a pessoa que se relaciona com você é o problema, o problema é a nossa falta de discernimento, é a nossa ousadia em acreditar que somos capazes de fazer escolhas “naturalmente” com nossos sentimentos e escolher bem! Não somos! Eu pelo menos não!

Meus sentimentos podem me enganar, meus olhos podem me enganar, palavras podem me enganar, meus sonhos podem me enganar! Deus nunca se engana! Não há equívoco NELE! E sim, devemos esperar que ELE escolha por nós.

Pra você que ainda trilha essa estrada incerta, tudo pode parecer confuso. Mas hoje, olhando para trás vejo que era tudo tão claro. As respostas, os sinais de Deus sempre estiveram lá. Nós não enxergamos, insistimos em seguir nossos instintos carnais, insistimos em calar a voz do Espírito Santo dentro de nós, e pagamos caro por isso.

Eu sempre ignorei os sinais visíveis de que minhas escolhas eram equivocadas, foi aí então que Deus usou um megafone para falar comigo. Enredada por um sentimento do qual não conseguia me libertar, me lembro que comecei a ler um livro do Charles Swindoll, Como Viver Acima da Mediocridade, e no capítulo 7, Deus gritou dentro de mim: Prioridades – Deus não aceitava ser o segundo na minha vida.

Preencher minha carência, me sentir amada, ter minha vida sentimental resolvida era minha prioridade. Ignorei que TUDO o que eu precisava eu encontraria em DEUS. Alcançar o meu alvo de afeto era mais importante do que agradá-LO. Tenho certeza de que eu não fui a única a viver um relacionamento com essa proporção demoníaca. Pode parecer forte pra você, ou até radical, mas deixar que alguém ocupe o lugar de Deus nas nossas vidas é IDOLATRIA, e é pecado. Mas o fato de darmos o nome de AMOR para essa situação de engano mascara nossa doença, principalmente quando vivemos isso com a “benção” da igreja. É a maldição se fantasiando de benção!

“…vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus,
e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”

Meus sentimentos eram contaminados, com uma auto-imagem deturpada, sem senso de valor próprio, ser eu não era o bastante para fazer de mim uma pessoa amada por alguém, eu vivia uma luta constante para conquistar e mostrar com atitudes, com o corpo, com presentes e grandes atos que eu merecia ser amada. Aparentemente eu era bem resolvida, mas no fundo só era um poço de complexos.

Todas as sementes lançadas pelo diabo nos meus sentimentos durante a minha infância foram reafirmadas através dos meus relacionamentos quando adulta. Cada uma das mentiras que ele semeou na minha vida acerca da minha identidade, do meu valor foram se fortalecendo através de cada relacionamento doente que me permiti viver.

Nós cremos que TODAS as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus porque sabemos que DEUS não perde a oportunidade de nos atrair, ensinar, e nos fazer crescer e também cremos que ELE transforma as nossas circunstâncias para nos alcançar. Isso tudo é verdade! Mas o fato é que Ele não é único a aproveitar as oportunidades, o diabo também não perde nenhuma chance de semear e firmar mentiras no nosso coração, e ele usa nossos relacionamentos para produzir feridas na nossa alma, gerando falta de esperança e confiança no melhor do Pai.

Depois de uma grande decepção, eu me rendi e tomei uma decisão. Corri para igreja e orei: “Pai, se você estava esperando uma oportunidade, a hora é agora! Eu prefiro ficar solteira a continuar sofrendo! Eu prefiro ser sozinha a escolher por conta própria! Eu não sei o que Tu tens para mim, mas eu escolho a Tua vontade! Me liberta!” Me lembro que me deitei no chão da igreja, embaixo do último banco, completamente desesperada. Eu só queria ser livre daquele sofrimento!

“Quero ser livre pra adorar, quero ser livre pra te amar…
E caminhar como um vencedor, como alguém que já morreu mas em Ti ressuscitou!”

Naquele dia Deus me ouviu, me disse coisas tão íntimas, e me deu um aviso: As coisas seriam como ELE queria! Algumas semanas depois vivi uma experiência sobrenatural, de uma noite para o amanhecer do outro dia, DEUS me libertou daquele sentimento que não havia sido plantado por Ele, tinha origem e se alimentava das minhas feridas. Me lembro que acordei VAZIA. Não sentia mais nada, e era como se nada tivesse existido até então.

Algumas semanas depois começava minha história com o Joel. Confesso que o Joel que não era o que eu buscava, aparentemente nós erámos diferentes demais, mas ele era TUDO o que eu precisava. Ele me amou, acreditou em mim, me honrou e me fez uma pessoa melhor. Eu conheci o amor de um homem, e conheci através dele o amor de DEUS!

“A benção do Senhor enriquece, e não acrescenta dores.”(Pv 10:22)

Se aparentemente nós erámos diferentes, na medida que nos conhecíamos percebi que o que nos unia era tão maior. Meu marido é a pessoa mais leal que eu conheço, feliz de quem o tem como amigo. Ele se importa de verdade com as pessoas, sofre e chora suas dores, tem um coração tão generoso, bondoso e perdoador. Ele não é capaz de deixar alguém para trás! O “Eu te amo” nunca se aparta da boca dele, nem o abraço dos seus braços, ele é sempre um abrigo seguro! Parceiro incansável, topa todas as minhas loucuras, veste a camisa mesmo sabe? Eu não o amo apenas, eu tenho uma profunda admiração por ele, e ele é o melhor amigo que eu poderia ter!

O Joel é a prova viva do “infinitamente mais” de Deus para mim! Ele é o meu memorial do milagre que existe no ESPERAR EM DEUS!

Se eu pudesse voltar no tempo teria esperado mais, teria guardado meu primeiro olhar pra ele, não teria perdido tempo investindo em relacionamentos fadados ao fracasso, não teria esperado de pessoas o que elas não podiam me dar. O vazio que existia em mim só Deus podia preencher!

Só quem conhece SUAS necessidades intimamente pode providenciar para você alguém para ser seu parceiro de vida! Nem eu, nem você nos conhecemos como Deus nos conhece! Entenda que você não é capaz de fazer suas próprias escolhas, porque os nossos parâmetros são mundanos, consequentemente nossas escolhas baseadas nesses parâmetros se tornam em escolhas mundanas!

Escolhemos baseados em nossa carência, atração física, química, tesão, questões materiais e profissionais, questões famíliares, ou até por comodismo. Deus escolhe baseado no amor que sente por nós!

Não tenha medo de esperar, o que Deus tem reservado é infinitamente melhor do que o melhor que você poderia escolher! E se você tem dúvidas, fique atento, Deus quer participar de TODAS as áreas da sua vida, e quer te guiar em TODAS as suas escolhas! A vontade DELE é boa, perfeita e agradável, e o segredo é CONFIAR e ESPERAR!


Marcas Do Que Se Foi, Sonhos Que Vamos Ter…

Ei pessoal! Sumida estou, cá com meus botões, passando por aquele básico momento de reflexão e balanço anual. Se bem que, em 2011, passei praticamente o ano todo fechada pra balanço. Talvez sejam os meus 30 e poucos anos e a maturidade esteja chegando, talvez seja o toque de Jesus que tenha me levado a refletir e a ficar tão introspectiva nos últimos tempos.

O ano de 2011 foi um ano de crescimento, e como todas as situações que envolvem amadurecimento, não foi um ano muito fácil. Foi um ano de escolhas, entregas e perdas. Um ano bastante solitário para mim.

Solitário sim, mas de momentos profundos com o Pai. Alegremente posso dizer que em momento algum eu me senti desamparada ou abandonada, sei que caminhamos nós dois apenas, e em diversos momentos senti como nunca antes a profundidade do amor do Pai! Me senti tão amada, tão compreendida, tão preciosa para Deus! UAU! Foi tão intenso que me senti totalmente desconectada desta terra! Compreendi com o meu coração que havia recebido meu passaporte e que era uma cidadã dos céus…Me senti abrigada em Seu colo, como se eu pudesse ouvir as batidas do Seu coração! E senti que Ele contava comigo!

Tempo de cura, tempo de cuidado, tempo de restauração nos meus relacionamentos. Tempo de ousadia no Espírito, tempo de fluir na graça. Tempo de servir, de cuidar, tempo de ser cuidada também.

Com o passar do tempo, na medida que minhas mãos iam soltando os relacionamentos, o Pai acalentou meu coração gerando alianças com pessoas que me inspiraram e me edificaram tanto esse ano. Tenho por certo que essas alianças vieram como uma declaração de amor, direto do coração DELE!

Agradecida, me lembro daqueles que conheci e que me impactaram, inspiraram e encorajaram ao longo desse ano!

Em 2011 também nasceu o “Tua Graça Me Basta”, uma grande surpresa pra mim, sem expectativa alguma de que as minhas experiências pessoais e testemunhos pudessem despertar o interesse de tantas pessoas. Fui muito encorajada aqui, aqui nasceram amizades, ministrações, e tantos testemunhos.

Assim como o ano que se inicia, ainda me sinto um bebê que engatinha, e sei que tenho tanto a aprender e a descobrir de Deus. Esse é o desejo do meu coração para 2012! Conhecê-Lo, e me fazer conhecida DELE! Só para ELE!

“Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR;” (Oséias 6:3)

As cadeias que me prendiam foram quebradas, as algemas se partiram, as correntes não resistiram ao SEU amor.

Reinicio minha jornada, trilhando o mesmo caminho, com o mesmo acompanhante, rumo ao mesmo destido. Minha busca desesperada é uma só, meu alvo é ÚNICO. Apaixonada, olho as flores, sinto a grama dos pastos verdejantes entre os dedos dos pés, e solto um leve suspiro ao sentir a brisa soprar balançando os meus cabelos evidenciando o perfume da Sua presença!

A presença que faz TODA diferença. A presença que transforma as minhas circunstâncias de dor e incerteza! A presença que me basta, a presença que me nutre, a presença que me consola, e me acalma.

O ano acabou de começar, e sem planos, não tenho certeza de nada, e não tenho idéia de como será 2012, mas tenho certeza que TUDO o que eu preciso já está aqui!

“Onde quer que eu esteja Senhor
Em um vale ou alta montanha
O que faz o meu dia ter cor
É a beleza da Tua companhia
Não importa o lugar se comigo o Senhor está
Com muito ou pouco sou feliz
Não importa o que está do lado de fora
És o Meu tesouro e estás dentro de mim

Tua presença,Tua presença
Faz toda diferença
Tua presença,Tua presença
Transforma o meu deserto
Em um jardim secreto
Lugar de intimidade contigo
Tu És TUDO o que eu preciso

Eu prefiro estar num deserto
E ter o Senhor bem por perto
Se guiado por Teu Espírito sou
Não importa o lugar onde estou
Eu não temerei

Tua presença,Tua presença
Faz toda diferença
Tua presença,Tua presença
Transforma o meu deserto
Em um jardim secreto
Lugar de intimidade contigo
Tu És TUDO o que eu preciso

Transforma o meu deserto
Em um jardim secreto
Lugar de intimidade contigo
Tu És TUDO o que eu preciso”


Você Irá Sofrer

Ministração de John Piper.

Temos fugido dessa verdade, não por muito tempo!


Deus Não Importa

Texto do Mauricio Zagari que veio ao encontro de pensamentos e sentimentos que tem me incomodado nas últimas semanas.

Arrependimento! E um questionamento sobre minha posição no mundo como alguém que deseja provocar mudanças profundas em outros inconformados como eu!

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Me perdoe, mas hoje eu vou ofender pessoas. Talvez até você. Se não quiser ler ofensas ou ser ofendido por favor pare de ler este texto agora. AGORA! É sério. Se continuar lendo, por favor não diga que não avisei antes, quero te preservar de ficar com raiva de mim.

Bem, se você continuou lendo, vá adiante por sua própria conta e risco.

Como membro da comunidade cristã, sigo e sou seguido no twitter em sua esmagadora maioria por cristãos. E leio o que escrevem. Entenda, não estou me pondo acima do bem e do mal, não estou posando de santarrão, não acho que twitter, blogs ou o facebook (este não possuo) foram feitos para se falar apenas sobre as coisas de Deus. Você tem total direito de escrever o que quiser, o espaço é seu, você não é obrigado a nada. Falar ou não seriamente sobre as coisas de Deus é uma opção de cada cristão e não estou aqui para julgar ou condenar ninguém.

Mas ao mesmo tempo fico imaginando o que os mártires do Evangelho escreveriam no twitter, num blog ou no facebook. E quando falo de mártires, me refiro às milhares de pessoas que nos dias de hoje dão suas vidas, perdem seus bens, vão para a prisão, são expulsos de países, são renegados por suas famílias, são incendiados vivos e passam por muitas outras situações inimagináveis pelo simples fato de que seguem Cristo (se você não sabia que isso ocorre em nossos dias, sugiro que dê uma espiada no website do Ministério Missão Portas Abertas). Fico imaginando se o pastor iraniano Abdolreza Haghnejad, por exemplo, que foi preso pela segunda vez pelas autoridades iranianas enquanto fazia uma visita pastoral, escreveria no twitter “kkk, o CQC hoje tá demais”. Ou se os membros da Igreja Presbiteriana do Sudão, cujo templo foi destruído por extremistas muçulmanos há sete meses e até hoje têm medo de se reunir, diriam no facebook “O Mengão hoje detonou o Flu. Dá-lhe Mengo!”.

Volto a dizer: você tem direito de falar o que quiser nas redes sociais, mas… é meio surreal ver cristãos (a idade é irrelevante, podem ser jovens ou mais velhos) que vivem num mundo que está morrendo em meio à podridão do pecado ficarem escrevendo no twitter “Cheguei em casa e estou preparando batata frita”. A pergunta é… a quem isso interessa? Qual é a relevância disso? Pra que você está dizendo isso? Em que isso acrescenta? A quem isso ajuda? E DAÍ?

O fato de cristãos estarem escrevendo irrelevâncias nas redes sociais que não interessam a absolutamente ninguém não é o problema em si, pois é apenas como jogar um copo de água no mar (não fere, não causa dano), mas o que é crítico é que isso é um sintoma. Um sintoma de que a Igreja de Cristo está se tornando irrelevante para e no mundo. Se falamos irrelevâncias é porque pensamos irrelevâncias. E se pensamos irrelevâncias é porque nosso coração está lotado de coisas irrelevantes. Jesus mesmo disse: “Pois a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34b). Se você tem um copo de água, amigo, não jogue no mar, tente apagar um incêndio com ele (pois aí ele servirá de alguma coisa).

Usamos os nossos espaços (e, entenda, aqui usei as redes sociais apenas como um exemplo de algo muito maior) para falar e fazer coisas que absolutamente não têm importância nenhuma para ninguém. Nenhuma! A nossa pregação não tem significado nada e não tem importado para pecador algum. Pois em vez de pregarmos Cristo, proclamarmos o Salvador, semearmos as boas-novas de salvação…. estamos pregando piadinhas no púlpito, contando histórias irrelevantes, soltando anedotas no altar sagrado do Altíssimo. Não falamos mais de Jesus, da Cruz, da ressurreição. Não compartilhamos com nossos colegas de trabalho, de escola e faculdade o que Deus fez por nós. Não dizemos que Ele é a única esperança de vida eterna, que o Criador é o caminho e a porta estreita. Em vez disso, dizemos que hoje comemos batata frita. É disso que está cheio nosso coração? De batata frita?

Fico imaginando o pastor Dev Kumar Chetri, do Nepal, onde ser cristão é dificílimo pela perseguição do governo, dizendo no twitter “Me segue que eu te sigo de volta”. Sinceramente, será que um homem que devota sua vida a lutar contra tudo e todos para pregar a mensagem da salvação não diria “Siga Jesus!!! Pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e Ele sim é que importa”?! Que valor tem você pedir para alguém te seguir de volta? Diga algo que importe para alguém e ele naturalmente te seguirá. Se ele te seguir só porque você pediu, o que você escrever não fará nem fi nem fó na vida dele. Você se tornará irrelevante, mesmo com milhares de seguidores. Ninguém te dará a mínima.

Vejo muitos dizendo nas redes sociais de onde estão chegando. Outros que vão cortar o cabelo. Outros divulgam seus projetos pessoais. Outros dizem apenas que estão escovando os dentes enquanto tuitam. Tá bem. Tá legal. De vez em quando vá lá dizer que está estudando para a prova de matemática. Que o culto foi uma bênção. Que Justin Bieber é um gatinho. Mas… e daí? Que diferença isso faz? Será que você pensa antes de tuitar algo se aquilo vai ter importância para uma alma sequer no planeta? Se aquilo terá relevância para quem quer que seja?

Mas não há nada mais relevante que Cristo. E isso sim é um assunto que tem relevância para todas as 7 bilhões de almas no planeta. Fale sobre isso, meu irmão. Pregue sobre isso, minha irmã.

Imagine se existissem redes sociais na época dos apóstolos. Você consegue imaginar sobre o que eles escreveriam? Bem, primeiro eu acredito que nenhum deles teria twitter, mas sim blogs, onde pudessem desenvolver pensamentos bem elaborados, com começo, meio e fim. Não é isso uma epístola? Não foi isso o que Paulo fez? Pedro? Tiago? João?

Imagine Tiago tuitando em 140 caracteres (sem contexto, sem uma explicação mais profunda, sem exegese, nada): “A fé sem obras é morta”. Pronto, estaria lançada a confusão. Não é isso o que fazem tantos pastores irresponsáveis, quando soltam no facebook ou no twitter frases como “Tornei-me cristão quando saí da igreja”, sem explicar, sem contextualizar, só para polemizar e sei lá mais o quê?! Muito bem fariam pastores que escrevem no twitter “Um Deus que mata milhões num tsunami deveria ir pro inferno” se calassem a boca e não escrevessem algo tão sério e forte sem uma explicação bíblica mais profunda e embasada (desculpe, eu avisei lá no início que hoje eu ofenderia pessoas). Mas a verdade é que as redes sociais usadas por cristãos estão se tornando irrelevantes e imbecilizantes, para não dizer irresponsáveis. Um pastor que escreve “Nós somos os da graça e eles os da religião” e não explica nada está ajudando em quê o Reino de Deus? Pelo contrário, está sabotando o Reino, pois semeia a discórdia sem uma explicação lógica e detalhada.

O Evangelho tem que ser pregado. E com urgência. O mundo está despencando, leproso, canceroso pelo pecado que o consome. E nós perdemos tempos gargalhando com as piadas bobocas do Pânico na TV e do CQC. É para isso que vivemos? E seria por isso que morreríamos? Gastamos nosso tempo tuitando “Estou comendo agora chocolate com guaraná”. QUEM SE IMPORTA???

Hoje li no twitter (retuitado, pois não perco meu tempo lendo as inutilidades que esse cavalheiro escreve) a frase “A vida é um caminhar; mas mtos caminham sem saber para onde, seguindo outros q tb ñ sabem. A fé é uma aposta em um rumo q dá sentido”. Ahn??? O que issso quer dizer??? De que modo isso muda algo??? Desculpem, queridos, mas vivemos no reino das frases de efeito, daquilo que é bonitinho dizer, das palavras parnasianas, vazias, sem resultados práticos. E esse cavalheiro tem quase 7 mil seguidores! Por quê? Pra quê? Pra ler frasezinhas que fazem os followers dizer “oh, que lindo!”? Lindo é ver um pecador regenerado e convertido de seus pecados e não frases poéticas escritas por pastores e teólogos polêmicos cujas falas só geram confusão.

Você é um pecador. Jesus morreu por você. Arrependa-se dos seus pecados e entregue sua vida a Ele. Viva num crescente de santidade. Isso sim é relevante. Tuite isso.

Novamente: você tem o direito de escrever sobre o que quiser nas redes sociais. Pode falar do cabelo da Dilma, do gol do Neymar, do bate-boca no programa da Luciana Gimenez. Só lembre-se de uma coisa: em nenhum desses assuntos Deus importa. Se você quer fazer Deus importar para um mundo que precisa desesperadamente de um Deus relevante, comece a falar com seriedade sobre Ele. Um pouco no twitter. Um pouco no facebook. Mais um pouco no seu blog. E totalmente na vida real.

Peço perdão a você por minhas palavras hoje estarem tão contundentes. Peço perdão de todo coração. Não quero soar agressivo, não acredito em agresividade. Mas o mundo precisa ouvir palavras contundentes sobre a Cruz de Cristo. O mundo não precisa mais ouvir que “Jesus é lindo”, “Jesus pode te abençoar”, “Jesus fez o culto de hoje ser uma bênção”, “Jesus inspirou o louvor de forma ungida hoje no culto”. O que o mundo precisa ouvir é “JESUS PODE SALVAR VOCÊ DA MISÉRIA E DA PUTREFAÇÃO EM QUE VOCÊ VIVE EM MEIO AO PECADO QUE COMETE DIARIAMENTE. PORTANTO, ARREPENDA-SE!!!”. Pregue isso. Pregue isso, meu irmão, minha irmã. Mostre ao mundo quem o mundo é e mostre ao mundo quem Jesus é: a única esperança. Por isso que nest post hoje só há imagens de Cristo na Cruz. Pois é a única coisa para a qual devemos olhar. Mostre ao mundo que Deus importa.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Fonte: Apenas


Evangelho Filantrópico

Há algumas semanas eu estava com o meu esposo no aeroporto de Congonhas quando conheci o Leandro. Leandro é um engraxate, que trabalha no aeroporto para ajudar a mãe e seus dez irmãos.

Leandro nos abordou em busca de comida, e Deus nos honrou, nos dando a oportunidade de sentarmos com alguém tão ilustre e tão digno e juntos dividirmos uma refeição! Para resumir, terminamos aquele encontro entregando mantimentos que compramos ali perto para sua mãe e falando do amor de Jesus. Tão perdida, sua mãe começou a chorar na rua mesmo ao ouvir o quanto Deus se importava com suas angustias e com a sua fome!

Esse encontro passou a me incomodar demais. Tanto que não consegui organizar minhas idéias e precisei de tempo para processar os meus sentimentos para sentar-me e escrever com clareza a minha inconformidade!

Eu encontrei uma criança carente, “fiz a minha parte”, e supri suas necessidades naquele momento. Estendi minha ação para toda sua família, e você certamente dirá:  Glória a Deus! Talvez você até se emocione com o meu relato e com os detalhes do que aconteceu naquela tarde. Onde pode caber o meu incomodo?

Meu inconformismo mora na postura que identifico em mim, e na igreja que vive hoje um evangelho filantrópico. Um evangelho que envia mas que não vai. Nos tornamos patrocinadores de alguém que ama, de alguém que está disposto, de alguém que renuncia.  Sem compromisso algum somos apenas filantropos.

Nenhum de nós quer deixar sua vida perfeitinha para se sujar com quem precisa. Mas nossa consciência precisa de um afago, nós precisamos nos sentir “bons”, e na busca pela bondade em nós, vamos lá e damos uma esmolinha.

O “trabalho sujo” ficou para os missionário, sofrer é para missionário, renuncia é para missionário! O missionário vive em meio aos pobres, tira piolho, dá banho, se assenta na mesma mesa, come da mesma comida. Parece que viver assim está no “pacote” do missionário. Enquanto que para as outras classes está reservada a HONRA.

HONRA! HONRA! HONRA! Nosso entendimento acerca de certas coisas não vem de um coração apenas conformado com este século, mas de um coração PROSTITUÍDO! Nós nos vendemos por qualquer carro, casa, assento no altar, luzes e reconhecimento!

Nesse final de semana ouvi de um pastor querido que nossos bens são o sinal da honra de Deus sendo manifestada em nós! Baseado em Ester 6:6 “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada?”,  defendeu a honra de Deus por meio de bens.

Enquanto ele alegremente fazia sua exposição, eu pensava: Será que meu coração agrada mais ao Senhor do que o coração de uma criança de rua que não teve opção? Será que eu sou mais fiel do que aquele que mora em uma favela porque não teve opção? Será que meu coração é mais limpo do que o homossexual que foi violentado ainda menino? Seguindo esse principio da “honra”, todos os bem sucedidos são os que agradam ao Senhor? São esses a quem DEUS deseja honrar? Os demais não são dignos?

Sei que esse “pseudo” evangelho é a introdução do triufalista e do evangelho da prosperidade, mas o fato desse evangelho ainda não ser a maioria, não muda a realidade de que vivemos o evangelho que não se envolve. Esse evangelho que não se envolve é sim MAIORIA absoluta.

Ninguém quer se comprometer com as crianças de rua, com o homossexual, nem com a prostituta, muito menos com o idoso, ou pessoas com necessidades especiais. Nossa saída é fingir que não acontece, e quando alguém toca no assunto, nós OFERTAMOS. Quer dizer PAGAMOS para que ALGUÉM vá e resolva, ou pelo menos nos represente! No máximo, nós levantamos um clamor no culto, e em seguida voltamos ao cotidiano!

Isso é o amor de Deus? Acho que não. Somos amantes de nós mesmos, das nossas rotinas, das nossas vidinhas perfeitas, do nosso comercial particular de margarina. Somos amantes dos nossos cultos na igreja com conforto, do microfone, da banda, das luzes. Somos amantes da TV, da roupa com bom corte, da boa comida, do bom corte de cabelo, do shampoo de qualidade, do sabonete bom. Somos amantes do cinema, da arte, da boa música, dos sítios, das piscinas, das praias, do lazer!

Somos amantes do nosso próprio prazer e conforto! Afinal: EU MEREÇO!

Não faço aqui uma apologia à vida de um monge beneditino. Mas olho para minha própria vida e constato: EU TENHO TANTO! Tanto que não consigo usufruir de tudo o que posso! E existem tantos perdidos no meu bairro que precisam do mais básico! E eu escolho viver alheia a realidade de quem não tem! Mas eu não posso viver assim! O que queima meu coração não me permite viver como se não soubesse!

A verdade é que NÓS tapamos os ouvidos para aqueles que choram, e assim tapamos os ouvidos para o DEUS que chora pela nossa geração!

Que DEUS encontre espaço em nós, e que tenha misericórdia de mim, me livrando da mediocridade! Que ELE me liberte da religiosidade e da dureza do meu coração! Que ELE me faça livre para não precisar de mais nada!

“Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os mansos porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacíficos porque serão chamados filhos de Deus.”

Bóris & Eu

Esse é um post de amor, uma declaração de um amor profundo!

Há dois anos meu Pai chegou em casa com uma caixa, e dentro dessa caixa havia um cachorro. Lindo, bem peludo e com o olhar tristonho. O chamei de Elvis, e ele me ignorou, mas quando o chamei de Bóris, ele me olhou nos olhos e arrebatou meu coração.

Quando Papai me deu o Bóris, eu estava decidida a ter um cachorro de raça, sempre tive vira-latas mas não queria mais, apesar de amar os animais, cismei que queria um de raça, e enquanto eu procurava um cachorro para comprar, o Espírito Santo me confrontou: “Nem um animal você quer amar e se comprometer sem ter certeza de que ele tem procedência!” Uauuu! No mesmo instante me lembrei das pessoas das quais me afastei por considerá-las de caráter duvidoso, de conduta leviana. Jesus continuou: “Eu caminhei com Judas até o final, lavei seus pés e o amei!” Me arrependi, e prostrada chorei. Quem poderia ser mais vira-lata do que eu? Com a minha história torta, com minha vida torta, caráter deformado, e ainda sim cheia de orgulho e justiça própria…Miserável, miserável, miserável!

Alguns dias depois o ex-dono do Bóris se desfez dele, e o deixou na casa da minha mãe. Papai havia chegado em casa com o meu cachorro de raça de presente! Lindo! Era de encher os olhos, um belo chow chow ruívo, peludão e com a língua mais azul que já vi. Dois dias depois descobrimos que ele tinha uma doença grave, em estágio hemorrágico já, e sem garantias de que ele sobreviveria ao tratamento. Começamos o tratamento e alguns dias depois o recebemos na nossa casa e nas nossas vidas para sempre.

O Espírito Santo continuou me ensinando através dele. Alguns meses depois descobrimos que ele era epilético. Aparentemente estava tudo bem, mas sem os cuidados necessários, os primeiros anos da vida do Bóris deixaram marcas que iriam causar danos por toda vida dele.

O olhar do Bóris aos poucos foi se alegrando e ele passou a ter uma cara de menino levado, ficou ainda mais bonito, e feliz. Com uma personalidade única e extremamente educado, passei a considerá-lo uma pessoa “velha”. Nós fomos muito felizes, e juntos, vivemos dias incríveis!

Há algumas semanas percebi que o Bóris havia perdido a visão, e na busca por um diagnóstico descobrimos que o quadro era muito mais grave. Nossa rotina se transformou para dar conta de medicá-lo 14 vezes por dia. Junto com nossa rotina, o nosso bebê também passou por uma transformação, se tornou arredio e agressivo comigo, afinal, sou a responsável pela medicação, focinheira, injeções e tudo o mais desagradável que há nesse período.

Ele deixou de abanar o rabo quando ouvia a minha voz, eu me tornei um referencial da dor. Enquanto eu o medicava uma manhã, fiquei pensando nas vezes em que me tornei arredia com Deus porque estava doendo, como agora está, incapaz de compreender que Ele queria apenas me curar e me ensinar.

Depois de perceber que o quadro havia piorado, cortamos a medicação e oramos. Hoje ainda não existe um diagnóstico pela complexidade do caso. Fisiologicamente ele está saudável, e o mais provável é que o problema seja neurológico, e portanto, degenerativo. Existe também a suspeita de um tumor cerebral. Ele não come mais sozinho, não bebe mais água, não enxerga mais, e não consegue mais andar sem esbarrar em tudo, completamente desorientado.

No meu coração eu sei que ele não vai resistir, e pra ser sincera, eu não quero que ele resista. Ele não precisa sofrer assim, e apesar de amá-lo profundamente, desejo que ele descanse.

Apesar do sofrimento, sei que Deus tem sido cuidadoso conosco em permitir que compreendamos racionalmente que é o melhor. Seria infinitamente cruel uma morte repentina.

Tenho pensado muito naqueles que vivem isso com seus pais, com seus filhos especiais. Somos constantemente convencidos pelo nosso “umbigo” que somos vítimas, que sofremos, e o quão difícil é, quando na verdade nossos problemas são mínimos diante das batalhas diárias que tantos valentes anônimos travam por seus amados. Muitas vezes sem expectativas, sem esperança de cura!

Durante esse momento desolador para nós, tive certeza de uma coisa: Quando Deus decide nos levar ao fundo da caverna nada poderá impedi-Lo! Ele me levou, e não quero sequer imaginar quanto mais profunda e escura essa caverna pode se tornar!

Não consigo deixar de pensar nos últimos dois anos, e tudo o que tem ido, e o que restou. Apesar de ser feliz independente das circunstâncias, e estar em um lugar de contentamento, não posso deixar de dizer que as tristezas foram muito maiores que as alegrias. O Bóris certamente foi uma das poucas alegrias! Não é uma queixa, é uma constatação. Sei que estou na caverna de Adulão, sei que se trata de um processo, sei que Deus está comigo, mas hoje, só hoje, meu coração não está alegre. Vai passar, eu sei que vai!

Triste, mas agradecida. Que bom que fomos nós! Que bom que nós podemos cuidar dele. Que bom que podemos amá-lo e curti-lo! Foi incrível!

Não sei quantos dias ou semanas ainda temos, tenho me esforçado para fazer esses dias mais confortáveis para ele. Gosto de pensar que o Bóris vai para o céu dos cachorros, e vai correr em um gramado imenso, bem do jeito que ele gosta. Espero que o céu dos cachorros seja um anexo ao lado da minha morada celestial! É assim que prefiro pensar…

“Meu coração aprenda a esperar
Meu coração aprenda a descansar
Meu coração aprenda a confiar em Deus
Ele é o único que pode te ajudar

Ele é o Deus de toda esperança
Ele é o Deus de toda consolação
E jamais aqueles que nEles esperam serão confundidos
Ele é Fiel

Meu coração aprenda a esperar
Meu coração aprenda a descansar
Meu coração aprenda a confiar em Deus
Ele é o único que pode te ajudar

Ele é o Deus de toda esperança
Ele é o Deus de toda consolação
E jamais aqueles que nEles esperam serão confundidos

Não há impossiveis em suas palavras
Nenhum dos seus planos podem ser frustrados
Ele é fiel!

Ele é fiel, Ele é fiel, Ele é fiel, Ele é fiel…”


Perdoem-Me O Desgosto

Não sou partidária do Caio Fábio, e também não vou expor aqui o que penso sobre ele, mas não posso negar que cada ponto desse texto é sensato e verdadeiro!

Uma dica para você que repassa todo tipo de lixo pela internet, entra em qualquer campanha idiota proposta nas redes sociais, passe esse texto para frente. Se ele despertar uma única pessoa, já terá valido a pena!

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É insuportável ligar a televisão e ver o culto que se faz ao monte sinai, que gera para a escravidão. Os Gálatas são o nosso jardim de infância. Nós nos tornamos PHDs do retrocesso à lei e os sacrifícios. Pisa-se sobre a cruz de Cristo em nome de Jesus.

Insuportável! Seja anátema!

É insuportável ver o culto à fé na fé e também assistir descarados convites feitos em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios, visto que o de Jesus não foi o suficiente, e Deus só atende quem fizer voto de frequência ao templo, e de dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância. Insuportável!

É insuportável assistir ao silêncio de todos os dantes protestantes e que até hoje ofendem os cultos afro-ameríndios por seus sacrifícios, sendo que estes ainda têm razão para sacrificar, visto que não confessam e não oram em nome de Jesus ante o estelionato feito em e do nome de Jesus, quando se convida o povo para sacrificar a deus, tornando o sacrifício de Jesus algo menor e dispensável. Insuportável!

É insuportável ver o povo sendo levado para debaixo do jugo da lei quando se ressuscitam as maldições todas do velho testamento e que morreram na cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. Insuportável!

É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a lei não morreu em Cristo, conforme a palavra, visto que mantêm-na vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a escritura. Insuportável!

É insuportável ver e ouvir pastores tratando a GRAÇA de Deus como se fosse uma parte da revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, GRAÇA e apenas GRAÇA. Misericórdia!

É insuportável ver a Bíblia sendo ensinada por cegos e que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram a Bíblia como livro santo, desconhecendo a revelação da palavra da graça do evangelho de Deus. Insuportável tristeza!

É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-lo e conhecê-lo. Insuportável desperdício!

É insuportável enxergar que a mensagem do evangelho foi transformada em guia religioso no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da terra. Insuportável humilhação!

É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. Insuportável religiosidade!

É insuportável ver gente tentando estudar Deus e ensinar aos outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais mestres que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos. Insuportável sutileza!

É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse consequências… Insuportável!

É insuportável ver que se prega o método de crescimento de igreja, não a palavra; que se convida para a igreja, não mais para Jesus; e que cada cinco anos toda a moda da igreja muda, conforme o que chamam de “novo mover”. Insuportável vazio!

É insuportável ver pastores dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do Reino de Deus. Insuportável dissimulação!

É insuportável ver um monte de homens e mulheres velhos e adultos brincando com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apóstolas, sendo que eles mesmos não se enxergam e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do espírito. Insuportável jactância e loucura!

É insuportável ver Jesus sendo tratado como “poder maior” e não como único poder verdadeiro. Insuportável idolatria!

É insuportável ver o diabo ser glorificado pela frequência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o senhor das culpas e medos. E assim pela frequência com a qual ele é mencionado, ele é crido; e seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do medo da lei, e nada acerca da total libertação que temos da lei e do diabo na graça de Jesus, que o despojou na cruz. Insuportável culto!

É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar do culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções, e maldições. Insuportável é coar o mosquito e engolir o camelo!

É chegada a hora do juízo sobre a casa de Deus!

De Deus não se zomba, pois tudo que o homem semear, isto também ceifará. A eternidade está às portas. Então todos saberão que não minto, mas falo a verdade, conforme a palavra do evangelho de Jesus.

Com tremor e temor, porém certo da verdade de Jesus,

Caio Fábio


Como Agradecer?

Como podemos dizer obrigado por tamanha graça? O que podemos fazer? O que podemos dar?

João,o apóstolo pode nos mostrar: Ele mudou, não só por causa dos cravos, ou da lança, ou da esponja, ele mudou por causa dos panos de sepultamento.

Sabe, logo cedo, na madrugada de domingo, Pedro e João recebem a notícia: – O corpo de Jesus sumiu. João corre mais rápido do que Pedro e chega primeiro, e o que ele vê o assustou de tal forma que ele para na entrada, ele viu os panos em que Jesus foi sepultado, eles ainda estavam em seu local original, ninguém havia mexido.

Como pode ser? Esta era a pergunta de João, e esta pergunta o levou a descoberta que o próprio João escreveu, ele viu e acreditou.

É estranho, não acham? Que Deus use algo tão triste quanto panos de sepultamento para mudar uma vida, mas, nosso Deus é dado a essas práticas, em suas mãos, jarras de vinho vazias em um casamento tornam-se um símbolo de poder, a moeda de uma viúva torna-se o símbolo da generosidade, uma manjedoura simples em Belém torna-se o símbolo da sua devoção, e uma ferramenta de tortura, a cruz, torna-se o símbolo do seu amor.

Se Deus pode mudar a vida de João através de uma tragédia, será que Ele usaria uma tragédia para mudar a sua vida? Este é o tipo de Deus que nós servimos.

Confie nEle, adore-O, rejubile-se. Dê graças ao Deus que escolheu os cravos por você.

Fonte: Ele Escolheu Os Cravos


Cordeiro De Deus

Lembram-se como João Batista apresentou seu primo, ele chamou Jesus de Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Você vê, o sangue de Deus não esconde os nossos pecados, ou diluem os nossos pecados, o Cordeiro de Deus não veio para adiar os nossos pecados, ou reduzir nossos pecados, mas, para livrar-nos de nossos pecados, de uma vez e para sempre.

Se eu tiro uma coisa de você, você ainda a terá? É claro que não. Se Cristo tira os seus pecados, você ainda os terá? Claro que não. Seus pecados são eliminados.

O sacrifício de Jesus foi para todo o sempre, por isso mais nenhum sangue precisa ser derramado, nenhum sacrifício precisa ser feito. Como pode conquistar o que já lhe foi dado gratuitamente? A única contribuição que você pode oferecer em prol da sua própria redenção é o seu próprio pecado.

Seu trabalho pode agradar a Deus, sua adoração pode exaltar a Deus, seu estudo pode fazê-lo ver Deus, mas, você jamais precisa tentar satisfazer a Deus, Ele já está satisfeito com o trabalho concluído por seu próprio filho.

Fonte: Ele Escolheu Os Cravos


Calvário

Estamos na semi-escuridão do Calvário e escutamos, nós escutamos os soldados que xingam, os transeuntes que passam questionando, e as mulheres que choram.

Mas, acima de tudo nós escutamos os homens gemendo a medida que os minutos e as horas passam, os gemidos começam a enfraquecer, os três homens estão morrendo. E se não fosse pela respiração sofrida, chegaríamos a pensar que estão mortos, mas então, Ele grita.

Sua voz rouca, irregular, reflexos das tochas dançam em seus olhos arregalados. Meu Deus, Ele diz, e ignorando o vulcão de dor que o dilacera, Ele busca forças e ergue-se até que seus ombros fiquem mais elevados do que suas mãos pregadas na cruz.

Porque me abandonastes? Jesus fez uma pergunta aos céus e meio que espera ouvir uma resposta. E aparentemente a resposta veio, pois a expressão do Salvador se abranda, e uma alvorada surge em plena tarde, enquanto Ele fala pela ultima vez: – Tudo está cumprido. Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito.

Fonte: Ele Escolheu Os Cravos


Os Sinais

Pilatos escreveu uma placa e pregou-a na cruz. Ela dizia: Jesus de Nazaré – Rei dos Judeus, todos os que passavam podia ler a placa, uma vez que todos podiam ler hebraico, ou latim, ou grego, as três grandes línguas do mundo antigo.

Jesus era declarado Rei em todas essas línguas, a mensagem era a mesma, mas as línguas eram diferentes.

Em que língua Ele fala com você? Deus fala conosco sabia? E Ele fala conosco em qualquer língua que possamos entender. A placa escrita em três línguas sobre a cruz, nos lembra que Deus fala todas as línguas, incluindo a sua. E Ele está falando com você hoje, então, em que língua Deus está falando com você?

Fonte: Ele Escolheu Os Cravos


9.000 Acessos!

Bonito né?

Nunca contei para vocês que acessam o TUA GRAÇA ME BASTA, mas sou uma ‘SubCelebridade’, e quando chegarmos aos 10.000 me tornarei uma ‘PseudoCelebridade’ porque acho mais digno! Kkkkkkk

Dá até medo! Tantos acessos, e na maioria das vezes por experiências pessoais de um vaso tão pequeno como eu, de alguém que tem lutado para não cair nas inúmeras vezes em que tropeça.

Realmente é muito mais do que eu poderia imaginar! Essa é a graça né?

Beijos para vocês, e obrigada!


A Mão De Deus

Observem como os soldados empurram o carpinteiro contra o chão e abrem os seus braços sobre o madeiro. Um deles coloca o joelho sobre o antebraço e um cravo sobre o pulso. E Jesus olha na direção do cravo no momento em que o soldado levanta o martelo para pregá-lo. Será que Jesus não poderia tê-lo impedido?

O martelo desce e a pele é cortada, o sangue começa a pingar e depois a jorrar. Porque Jesus não resistiu? Porque Ele nos amava nós respondemos. E isso é verdade. Essa é a maravilhosa verdade. Mas, me desculpem, isso é apenas parcialmente verdade. Quando o soldado pressionou seu braço, Jesus virou sua cabeça para o lado e com o rosto apoiado sobre a madeira Ele viu uma lista, uma longa lista, uma lista de nossos erros, nossas mentiras, nossos desejos em nossos anos pródigos, uma lista de nossos pecados, um registro de nossos erros.

Foi por isso que Ele se recusou a cerrar o punho. Ele viu a lista, Ele sabia que o preço a pagar por aqueles pecados era a morte. Ele sabia que a fonte do pecado era você. E como Ele não podia suportar a idéia de uma eternidade sem você, Ele escolheu os cravos.

Suas falhas permanecem ocultas, encobertas pelo sangue do Filho de Deus. Foi por isso que Jesus não resistiu, os cravos foram uma idéia do próprio Deus, a mão que segurou o martelo era a mão de Deus.

E assim como as mãos de Jesus se abriram para os cravos, as portas do Céu se abriram para você.

Fonte: Ele Escolheu Os Cravos


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