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Há alguns anos atrás, ao presentear um amigo querido com um livro do Charles Swindoll, escrevi uma pequena dedicatória. Passado algum tempo, fui visitá-lo e ao olhar seus livros, encontrei aquele livro em sua estante, num impulso o peguei e li a dedicatória que nem me lembrava mais de ter escrito.

Na ocasião, eu estava no meio da tempestade, e aquelas palavras me confortaram e me encorajaram profundamente.

Não é impressionante? Eu mesma escrevi as palavras que iriam me encorajar anos depois. Quem pode conhecer todos os nossos caminhos senão Deus?

“Fazer a vontade de Deus não é para covardes, e muito menos para aqueles que acreditam no “felizes para sempre”.

É preciso coragem, determinação, renúncia, dedicação desmedida e sobretudo amor.

“Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.” (2 Co 4.8-10)

São incontáveis os momentos que esses versículos irão descrever, mas manter nosso olhar no invisível, faz-nos suportar o insuportável, e viver o inimaginável.

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”

A Graça d’Ele nos basta, e o seu poder nos aperfeiçoa em nossa fraqueza.”

No decorrer dos anos podemos observar que o mundo adentrou às portas das igrejas. Hoje, ministérios, cargos, funções e outras coisas, são as formas que muitos encontraram de se tornarem evidentes em alguma coisa, de se fazerem conhecidos e possuírem certo prestígio em determinado grupo. Liderança hoje é símbolo de status, poder, reconhecimento e honra. A liderança em nossas igrejas perdeu a essência da servidão.

E nós amados, perdemos o alvo porque muitos tem buscado receber aqui um galardão que nos é prometido sim pelo Pai, mas é um galardão que nos aguarda no céu. A diferença é que esse “galardão” terreno é pífio e temporal. E o receber tudo aqui, significa não receber nada lá.

A maior parte dos grandes lideres bíblicos encerraram suas carreiras de maneira triste, e olhando com os parâmetros atuais: FRACASSADOS. Mas, ao lermos Hebreus 11.38, nos deparamos com essa linda definição:

“E muitos outros que não negaram o chamado por serem torturados, zombados, sofrido açoites, presos ou mortos. Homens dos quais o mundo não era digno.”

Devemos tomar cuidado no exercício de nossas atribuições e funções confiadas por Deus a nós, pois sem mesmo que nos demos conta, podemos estar entrando na forma arquitetada por Satanás e imposta pelo mundo como um estilo de vida.

Qual será o preço  por nos conformarmos com este mundo, e movidos por uma motivação torpe, usarmos a liderança que nos foi confiada como um trampolim para nossa satisfação pessoal?

Que o Pai tenha misericórdia de nós!