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A medida que mais mergulho no evangelho mais escandalizada eu fico com o amor do Pai, escandalizada com a entrega de Jesus, com sua troca desvantajosa: a cruz por nós. Porque quanto mais me relaciono com o Espírito Santo, mais ele vai mostrando a mim quem sou. Eu não sabia que eu não prestava. Não dessa forma. Com muita auto-justificação admitia alguns defeitinhos, dos quais acabava por me absolver. Na mão do oleiro as coisas mudam. A auto-absolvição não cola.

Eu não presto! Vocês, meus amigos que me amam, vocês não sabem o quanto eu não presto. Ninguém conhece, escondidinho e perfeitamente disfarçado, as vinganças, jugalmentos, crueldades e manipulações que carrego dentro de mim. E o escândalo não está aí. Não me escandalizo com meus pecados ocultos. Escandalizo-me com a presença real do Espírito Santo em mim, com as visões, com as revelações que ele tem me dado.Estou tão boquiaberta com o amor do Pai! Nunca sua voz me foi tão audível, nunca as revelações foram tão contundentes. Nunca ministrei outras pessoas de forma tão simples, mas que surtisse tanto efeito, desse tanto fruto.

O evangelho de verdade tem me feito refém da Graça, da misericórdia de seu amor. Aqui não há culpa, não há auto-condenação. Há escândalo com a Graça. Escândalo com a Graça. Se alguém me apontasse tais falhas, vitimada e ferida, criaria uma justificativa perfeitamente articulada e crível. Mas quando é o Oleiro, nossos argumentos são inexistentes. Só arrependimento, e mãos do oleiro trabalhando no barro do nosso caráter. Isso é Graça. Graça. Não tinha entendido na profundidade o Apóstolo Paulo. Mas agora compreendo. O amor de Cristo no constrange. Mesmo.

Eliane Fernandes
Livre da Dor