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Era uma viajante sem rumo, uma nômade. Buscava por um Reino que me suprisse às necessidades, as carências, minha falta de amor e compreensão. Mas em minhas andadas pelo mundo, vi e conheci muitos reinos.

Há aquele reino onde tudo é brilhante, tudo reluz, tudo é ouro, é o Reino da Riqueza. Há aquele reino onde nenhum, mas nenhum de nossos desejos deixam de ser realizados por nós, é o Reino da Auto-Satisfação. Há o reino onde nada menos que você importa, tolo Reino do Orgulho. Dei de cara com o Reino da Avareza, com o Reino da Auto-Comiseração. Reinos que reconheço: não valem a pena! Eu poderia falar de vários outros reinos aqui, mas posso falar do Teu Reino.

Eu confesso que no começo, quando cheguei, me deparei com tudo novo do que tinha visto por aí antes, e não entendia esse reino que é chamado de “Reino de Ponta-Cabeça”. Porque para ter eu preciso perder? Porque para ganhar eu preciso dar? Morrer para enfim viver? Ahn? Mas mesmo sem saber como iria ser, fiz o que me pediu: mergulhei para voar no Teu Espírito! Que paradoxo!

Mas foi ao olhar no espelho e não ver nada que pertencesse a mim que descobri o sentido de tudo. Pude cair ao pó e descobrir que ali é o lugar de honra. Pude me esvaziar e saber que assim que sou cheia. Dar a outra face e triunfar, perder tudo e ainda ter tudo, ser ninguém perante homens e para Deus ser filha e herdeira do reino. O Reino onde o menor é o maior, onde o último é o primeiro, o Reino onde, para entrar, não precisa de grandes nomes, basta ser como criança. O Reino que te ensina que quando tiver menos de VOCÊ em VOCÊ, mais você será útil ao mundo. Que ensina que quando podada é que a árvore dá fruto.

É desse Reino que eu quero ser. Quero pertencer ao Reino que é diferente dos outros reinos deste mundo. Esse Reino que é na contramão, esse “Reino de Ponta-Cabeça”.

Te convido a caminhar por este Reino, meu Rei te chama!

Camila Zaponi
Juventude Na Rocha