Sim, ando ausente…acho que ausente de mim mesma até.

Ainda me sinto só, mas não me sinto triste por isso, sinto uma tristeza pelo ser humano ser como é.

Refletindo nos últimos dias, percebi que as pessoas nas quais mais investi foram as que me causaram as maiores tristezas, e não falo de dinheiro, falo de investimento emocional, de tempo, de carinho, de acreditar na pessoa.

Senti falta de alguém que acreditasse e estivesse disposto a investir em mim, senti falta de ter amigos que me amassem pelo que sou, senti falta de olhar o mesmo horizonte na fé, senti tristeza de ver as pessoas se contentando em serem medíocres e fazerem as coisas de maneira igual.

Certa vez ouvi de alguém que queria me agredir que eu queria ser como Deus, porque queria um tratamento especial. Sabe, e eu quero mesmo, não ser como Deus, mas quero ser tratada com respeito. Quero pessoas que se importem, que não me tirem nada, amigos que me afaguem a cabeça, que dividam a louça comigo, que um dia preparem um café para mim, que façam meu bolo preferido.

Quero mesmo um tratamento especial, alguém que me dê um cachorro de presente, ou um bilhete apenas, que se preocupe se eu almocei as 17h, e que não queria apenas se beneficiar com o que posso oferecer.

Sabe o que me choca? Eu tenho esse tipo de relacionamento, com pessoas não conhecem o evangelho. Serão os crentes capazes de amar as pessoas pelo que elas são? Hoje, não acredito que sejam.

Mesmo sabendo que Deus está tirando o velho para me fazer viver o novo, não posso dizer que viver essa situação é confortável. Mas, amanhã é um novo dia, e enquanto me refugio na caverna de Adulão, vou esperando o momento em que meu Amado virá! Eu sei que Ele virá!